Fadi Assy, Advogado

Fadi Assy

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Fadi Assy, Advogado
Fadi Assy
Comentário · há 12 anos
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R C Bruder, Profissional de Comercialização e Consultoria de Serviços Bancários
R C Bruder
Comentário · há 12 anos
Prezado Sr. Fazi,

Excelentes observações. Parabéns. Todavia, não poderia passar a oportunidade de tecer alguns comentários como apresentado abaixo.

Quando se reside fora do pais, o indivíduo tem a grande oportunidade de assimilar verdades que outrora lhes eram veladas. Há muito tenho constatado a expressão da ignorância do empresário brasileiro quanto aos objetivos e possibilidades de expansão de negócios no mercado internacional através das IBC (“International Business Corporations”), comumente referidas como “offshore”.

Infelizmente, devido aos inúmeros casos de corrupção reinante em nosso País, aliado à uma política econômica medieval e total falta de inteligência fiscal de um Governo igualmente alienado da economia mundial, o uso de empresas “offshore” para realização de negócios no mercado internacional recebeu o estigma de falcatrua, falta de vergonha e esquemas de roubo normalmente perpetrado aos cofres públicos brasileiros, a exemplo da citação do Sr. Luiz Antonio Borges, acima.

A própria mídia brasileira associa a existência dessas empresas em países como Panamá, Ilhas Virgens Britânicas, Isle of Men (UK), Jersey, Liechtenstein, Andorra, Ilhas Canárias, Chipre, Malta, Mauricius, Seychelles, Nova Zelândia, Singapura entre muitos outros como “paraísos fiscais”. Na realidade, devemos entender que esse é um procedimento normal no mercado internacional para a proteção de patrimônio e geração de mais riquezas, cujos Governos com claras tendências marxistas simplesmente abominam, pois fogem ao seu controle.

Na realidade, se o Brasil tivesse uma política fiscal inteligente, poderia se beneficiar de tais estruturas empresariais para trazer benefícios ao País, como o fazem aqueles citados acima. A legislação existente para a Zonas Francas é um fracasso institucional. A dependência direta de bancos governamentais para a geração de bens de consumo e capitais é uma falácia. A insegurança transpirada ao empresário e investidor estrangeiro o mantém temeroso. O isolacionismo do Brasil e a constante tentativa de controlar o cidadão a todo e qualquer custo gera a perseguição à essas empresas como se fossem demoníacas e dissociadas da economia mundial. Pura ignorância da maioria dos brasileiros, fomentada pela classe dos que manipulam os interesses econômicos do feudo.

Aqueles países adotaram uma política de abertura à economia mundial e incentivam a vinda de capital estrangeiro para o benefício de seus respectivos cidadãos, com investimentos diretos em projetos locais, geração de empregos e benefícios sociais. Em geral a entrada de capital é livre e somente são taxados os ganhos de capital a partir dos recursos até então internados.

Uma outra estrutura que não foi mencionada em seu artigo acima é a das fundações que podem ser de caráter sócio-humanitário ou simplesmente para abrigar bens móveis ou imóveis e protegê-los contra a ingerência e legislação predativa dos bens privados praticada intensamente por países como o Brasil. Muito se teria a comentar sobre as fundações, estrutura comumente usada em combinação dos as IBCs para atingir o máximo potencial em investimentos, e geração de riquezas e proteção de patrimônio e de limitação de impostos abusivos e imorais.

O empresário brasileiro precisa se atualizar, sair de suas fronteiras e descobrir que existe um mundo de oportunidades aberto à criatividade, produção, geração do bem ao próximo, aprendendo a ter a ousadia de não mais depender do Governo e investir em projetos humanitários que o nosso País tanto precisa. Se deixarmos nas mãos do Governo, o Brasil nunca sairá da taba que tanto protege. A própria crise atual vicenciada pelo Brasil demonstra a sua fragilidade, que segundo alguns não nos atingiria, referência feita à citação de nosso ex-presidente. Mais, uma demonstração da ignorância pura e simples de nossos dirigentes alienados da realidade contemporânea.

Finalmente, agradeço a sua tentativa de desmistificar as empresas “offshore.” Espero que pelo menos alguns captem a mensagem. Isso já teria valido a pena. Conte com a minha ajuda pois trabalhamos com os mesmos esforços.
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